23 julho 2017

UMA FESTA PELA CHEGADA DA BÍBLIA




Desde de muito cedo comecei a comprar bíblias, uma delas comprei no dia 17 de fevereiro de 1965, de um missionário numa tenda armada no pastinho dos Arrudas, nas imediações da Rua Santa Júlia, não era crente ainda, mas achei interessante ter uma Bíblia em casa. Eu não a lia constantemente, exceto alguns trechos específicos, mas minha mãe aprendeu a ler com mais de  50 anos naquela primeira Bíblia. Depois veio a conversão 9 anos depois, e hoje já com quase 43 anos caminhando na fé bíblica, surpreendo-me com o assustador números de exemplares da Bíblia diversas e em vários idiomas e um serviço a lacarte para todos os gostos. Bíblia da Mulher que Ora, do Homem de Negócios, da Prosperidade, da Promessa, do Jovem Radical, etc.

É evidente que a gente sempre tem uma que parece que fala mais ao coração. Sempre me prendi a uma Bíblia gostosa de manusear, a Esperança, e sempre levava ao tiracolo, houve mesmo dia em que fui convidado para fazer parte da inauguração de uma nova ala da Câmara Municipal, onde pude além de ali fazer a leitura daquela bíblia, orar também por aquele ato, e além tive a satisfação de emprestar minha bíblia a um padre que também estava presente e que a usou para trazer uma breve meditação.(isto foi em 2001, tentei localizar a foto mas não a encontrei)

A Bíblia Esperança era a companheira em muitas ocasiões, aprendi a usa la  diariamente. E se tenho muitas bíblias em  casa e aproveito, fico imaginando o quantas bíblias muitos tem em suas casas e não dão o devido valor, não as abrem, não as leem, quase sempre o uso é um fraco plano de leitura com alguns versículos diários, ou ainda sorteia-se um texto para ser o guia no que se vai fazer.

Agora imagine um povo sedento pela palavra de Deus, sem a bíblia para ler. Imagine que um povoado de 4000 habitantes, que fala a língua de Kimyal, uma ilha de Korupun no oeste de Papua, Indonésia, e eles não tinham bíblia na sua língua.Pense um pouco mais além, exceda a imaginação, viaje comigo na hipótese, de que um dia poderia acontecer de chegar até este povo a Bíblia na língua deles. O que aconteceria?

E o dia chegou. Chegou o dia da Festa do Povo Kimyal por receber a Palavra de Deus. Esse vídeo mostra o dia que o sonho deste povo se realizou e veja a festa, a celebração a estilo que se fez pela chegada da Bíblia.

Que você possa ver, emocionar-se, com a atitude do povo Kimyal, que romperam em júbilo com o presente de Deus para eles: a Bíblia na sua língua original. 


10 julho 2017

A DECISÃO CERTA AJUDA NA PERSPECTIVA DOS SONHOS




A narrativa acerca de Ana é um clássico de como é possível alcançar um milagre se houver perseverança na fé e dirigir-se a Deus independente das provações e provocações. A benção de Deus era companheira de Ana diuturnamente, mas ela amargava a dor de ser estéril, de não poder ter filhos, mas nem esta mágoa e vergonha levou-a desistir da tentativa de vencer o obstáculo da sua esterelidade. 

Ela podia contar com o seu esposo Elcana, que além de amoroso, era muito temente a Deus e tinha por costume de anualmente ir oferecer adoração e sacrifícios ao Senhor. Não obstante a sua vida espiritual, Elcana tinha sério problema dentro de casa com uma outra companheira de nome Penina, pois isto tornava difícil o relacionamento, porque Penina, apesar de uma mulher abençoada, ela se portava como um instrumento de tristeza e ferimento para Ana. 

A Bíblia fala que Penina provocava a Ana continuamente a fim de irritá-la porque não tinha filhos. Isso acontecia ano após ano. Mesmo Ana subindo de contínuo a casa do Senhor para adora-lo, sua rival a provocava e Ana vivia aos prantos e não comia. Qual é a nossa reação quando enfrentamos problemas de relacionamentos mesmo com nossos irmãos? Será que agüentamos um ano? Ou já deixamos o lugar que congregamos em busca de um ambiente melhor? 

Ana muito nos ensina com sua persistência. Ela independente do problema físico tinha ainda que suportar o desafeto de uma mulher que convivia com ela . Será que nós suportaríamos? Qual seria a nossa atitude? Como reagiríamos diante de uma mulher que pratica indelicadezas fundamentada em um problema físico que poderíamos vir a ter? Muitas vezes o nosso problema acaba tirando o foco principal do intento que temos para com Deus, queremos dar o melhor para Deus, mas nos estribamos nas limitações e problemas e acabamos fazendo como Ana. 

Ela subia anualmente para adorar a Deus, mas punha a sua esterilidade na frente do seu estímulo de adorar. Em vias de regra quando nos deparamos com problemas, acabamos por fazê-los maiores do que realmente eles são, e desfocamos os nossos olhos das maravilhosas bênçãos que Deus disponibiliza para nós. Era justamente isto que acontecia com Ana. Ela tinha um marido amoroso e cheio de bondade, sendo muito cuidadoso com sua esposa e cheio de amor, além de temer a Deus, e anualmente Elcana levava Ana até Siló para a adoração. 

Considerando este conjunto de fatores, vemos o quanto abençoada era esta mulher, mas ela tinha ainda um problema na vida a vencer: a sua esterilidade. E qual seria então o caminho para que Ana obtivesse a vitória sobre o dilema que a afligia? Tomar decisão.E Ana decidiu que o problema que até então parecia insolúvel, poderia ser mudado com a intervenção sobrenatural de Deus. Toda decisão implica em uma ação, ou seja, fazer algo no reino físico, para que seja efetivado no espiritual. O versículo 10 do capítulo 1 de I Samuel declara “e levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente”. Ana e Elcana haviam chegado mais uma vez em Siló para adorarem ao Senhor, se alimentaram, e logo após ela toma esta atitude. 

O versículo 11 diz que ela fez um voto ao Senhor, que se Ele concedesse a ela um filho, ela o daria a Ele por todos os dias da sua vida. Que voto bem fundamentado, que postura corajosa, uma mulher decidindo que o fruto do seu ventre seria um varão separado para o Senhor. Muitos dos nossos sonhos são abortados quando ainda estamos gerando, porque alcançado a benção começamos a rever o que iríamos fazer com eles, e pensamos, talvez o Senhor se contentasse em usufruir do sonho realizado apenas no domingo, quando fossemos a igreja. 

Lembro me de uma pessoa que aproximou se de mim certa vez e disse: "pastor, tenho um sonho de ter um veiculo especial, que eu pudesse usá-lo a serviço da obra de Deus”, logo fui dizendo: querido Deus não lhe pediu nada; sim, completou ele, “mas eu quero fazer assim”. Oramos ali juntos, fizemos um decreto e a oração de concordância. Não muito tempo depois, lá estava! Que maravilha de veiculo! Era o que tinha de melhor na época. Passado um bom tempo, tinha um carro chique, destes de fazer babar bem nas proximidades da igreja, perguntei ao diácono de plantão, de quem é? E ele respondeu: “ o abençoado trocou aquele veículo que usava na obra por este carrão”. 

Subi para o púlpito aquele dia com uma dor tremenda no peito, esperei por uma justificativa, o tempo passou e nada. O filho do sonho, havia sido abortado, e nunca mais aquela vida foi a mesma. Por isso falei que Ana fez o voto certo. O meu filho Senhor, te servirá todos os dias da sua vida, e ele será Seu. Preste atenção não estou dizendo aqui que vivemos um tempo onde se faz votos para conquistar isto ou aquilo. Um voto só deve ser feito se houver um pedido de Deus. Lembra de Paulo em Atos 18:18? Por que um homem daquele teria que fazer um voto? Não havia razão e isto gerou implicações. Mas voltando a Ana, e como fez ela este voto? Derramou se na presença do Senhor demoradamente(v.12). Justamente, e demorava não porque Deus dependeria do tempo gasto na oração, na adoração para que seu pedido fosse atendido, mas porque era a primeira vez que ela entrava na presença do Senhor com um espírito decidido. Ela se posicionara que doravante não seria mais uma mulher atribulada, sofredora e cheia de impossibilidades. 

Sua decisão, declarava que daquele momento em diante ela seria o receptáculo do milagre de Deus. Sua forma de pedir foi tão diferente, pois ela colocou a alma neste negócio, que até o sacerdote teve a por embriagada. Tem gente que tem medo de se expor diante de Deus e dos homens para alcançar o seu intento, o seu sonho, o desejo do seu coração, então prefere manter o garbo, a postura, o estilo, e então o sonho vai ficando sempre para o futuro, para mais tarde. Ana entregou se ao que queria, decidiu buscar, tomou o nome de bêbada, mas, o mesmo que lhe disse isto, depois de aferir a sua convicção do que buscara, teve que declarar: "vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.”(vs17). O que te aflige? Você tem tido uma ótica somente sob o prisma dos impedimentos que o diabo lhe mostra? 

Você tem sobre a sua vida uma Penina que só lhe fere, que só lhe abate, dizendo que a benção não é para você? É hora de tomar uma decisão certa. Faça como Ana, tome um posição tão forte no reino terrestre que abale o reino espiritual, e o seu sonho se tornará realidade. Demore se em adoração, não olhe para os lados, não se preocupe com os que te observam, extravase-se em seu espírito diante do Pai, gere o sonho, cuide dele, não o aborte, e Deus lhe dará o seu Samuel. Por causa da sua decisão, a de andar com Cristo, Deus tornará o seu sonho em realidade.

01 julho 2017

QUEM SERVE SEMPRE, SEMPRE É FELIZ!





Em viagem com amigos a outro estado, adentramos a um restaurante estradeiro para almoçar e ali comecei a perceber como está complexa a postura serviçal do homem. Nós ficamos acenando diversas vezes para conseguir algo para beber, e enquanto isto a moça lavando os copos estava com os olhos pregados na televisão, posicionada acima de nós. Até que chegou um momento que tive que apelar para um assovio, destes que faz a pessoa distraída dar um pulo. Ah.perdão, estava entretida, pois não o que desejam. Sorrimos e em só voz pedimos: “ quatro pepsi twist limão e gelo”.

Aquele episódio me fez lembrar do meu primeiro emprego: auxiliar de garçom em um restaurante especializado em peixes, em 1964, o Restaurante Jangada. Tinha que estar atento e servir da melhor maneira, então comecei a confabular com os meus botões. Por que em todas as áreas de trabalho a nossa geração perdeu a visão do servir, do que é serviço? Sempre tive comigo que servir é fazer algo em prol de outra pessoa, a fim de ajudá-la, mas, nos nossos dias surgiu a era do “sirva-se a si mesmo”, ampliado por esta idéia de “self-service”.

Com toda a mudança comportamental que sofremos no decorrer de uma educação que impõe mais usufruir do que beneficiar, até mesmo na igreja a idéia de serviço está na eminência do desaparecimento. Aquele ideal que marcava a cada crente de ajudar o próximo, e o próximo não é o da irmandade, mas o próximo mesmo, acabou perdendo terreno.

E isto acaba atingindo até o maneira de avaliação do culto que acabamos de participar, porque não focamos o culto como serviço, mas se tiramos proveito dele, se nos sentimos bem, se o todo do culto nos serviu. E isto contrapõe o ensino do Cristo, pois ele mesmo disse :” Marcos 10:45 “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.”

E os que tem chamado para serem ministros da palavra de Deus precisam formar consciência de que não foram chamados para serem administradores ou professores, antes, restauradores de almas, servindo-as. Ninguém pode estar a frente de uma obra se não tiver a consciência de seu principal ministério é “servir”.

Lembro de uma história sobre Abraham Lincoln. Ele foi presidente dos Estados Unidos e certa feita caminhava por uma rua quando deparou com uma senhorinha que carregava às pressas e sôfrega suas malas. Lincoln se aproximou e perguntou: onde vai com tanta pressa, ela disse, senhor o vapor sai logo mais e não posso perdê-lo, Lincoln pegou a maior das malas, jogou as costas e caminhou rapidamente seguido daquela mulher. Chegaram em tempo, ao embarcar ela foi agradecer e então olhando para aquele homem a sua frente disse: “Meu Deus, eu só percebi agora, e como pôde fazer isto, o senhor é o presidente do Estados Unidos, e Lincoln respondeu: senhora se não servir para carregar a sua mala, não sirvo para ser presidente desta nação”.

Penso que quando chegamos a ponto de que em nós o espírito de serviço se transforma em ação, acontece o transbordamento da vida cristã em favor do nosso próximo. De igual forma, o culto que participamos tem que ser o transbordamento da vida cristão em direção a Deus.

No momento em que cultuamos a Deus, somos movidos a tal, em função de que Ele é o Senhor. Se adoramos a Deus, devemos estar fascinados, porque Ele nos serviu primeiro.Que tipo de reação pode ter o homem diante de Deus a não ser submissão, simplicidade, inclinação, humildade. A nossa relação vertical diante de Deus deve ter esta postura, por que isto nos levará á pratica de expressamos amor ao próximo, porque Deus mostrou o que é servir quando nos transferiu através de Jesus, para o Reino de seu filho amado.

A obediência, a gratidão  a Deus por tão grande obra e a disposição para as suas fileiras, mostram o espírito de serviço, e este devemos expressar em atitudes de amor para o nosso próximo.

Quando nos aprofundamos no conceito de “servo”, vamos encontrar ensino no Novo Testamento que revelam duas primordiais caracterísicas:”agir em favor do próximo”  e “submissão a um senhor”. Três fortes termos indicam o servir : “diakonos”, que  se traduz por servo; “doulos” muito usado e aplicado para o povo de Deus, e literalmente significa “escravo de Deus e servo dos homens”, e ainda “litourgos” que dá a idéia de alguém que recebeu designação para uma missão especial. 

Nem um dos três termos é aceito por todos, não são funções populares. Basta olharmos ao nosso derredor e prestar atenção em quem gosta de acatar respeitosamente às ordens passadas, e para definir mais ainda:”quem gosta de servir alguém”?

Um exame com mais acuidade visual nos levará a compreender que pelo padrão bíblico, “ser dado ao serviço” hoje, é uma oposição ferrenha aos padrões do mundo, porque este por sua vez, só mostra um ambiente onde as pessoas só desenvolvem interesses egoístas. Por que isto?   Porque o Senhor deste mundo é Satanás. “...porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; Jo 14:30

Os valores deste mundo não se coadunam com o espírito de serviço cristão, porque se alguém ama o mundo ama os valores do mundo, desta forma o amor do Pai não está nele. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 1Jo 2:15

Quem se utiliza os princípios bíblicos para servir, usa de algo que é diametralmente oposto ao padrão deste mundo, ocorre, no entanto que uma vida assim por estes princípios quer nos parecer incômoda porque acabamos conformados pelos padrões do mundo. Se alguém quer ser feliz, precisa servir. O verdadeiro espírito de serviço granjeia amigos, exerce influencia sobre as pessoas, e traz resultados que superam nossas expectativas.

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim à vontade daquele que me enviou”. João 6:38 . Ora estas palavras me impelem a uma narrativa maravilhosa que João fez no capítulo 13, dos versos 1 a 15, e em particular, faço mençao do ultimo verso, contendo a recomendação de Jesus que o exemplo dele deve ser seguido: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. "

Impressiona-me o exemplo de Jesus ao servir seus discípulos lavando os seus pés. Muitos entendem que esta atitude não é para os nossos dias, mas os católicos na chamada semana santa assim procedem, os adventistas também o fazem quando ministram a Ceia do Senhor. Hoje, em alguns movimentos e práticas de discipulado tem se restaurado a lavagem dos pés dos discípulos pelos seus discipuladores. É uma atitude linda, mas que não deveria ser apenas privilégio de quem pode pagar uma custosa taxa de um reencontro, deveria ser algo estendido a todos da igreja, afinal, implica em muito cuidar o discipular, mas surtirá mais efeito se o discipulador tiver em si o “espírito de serviço”, e este estendido a todos, não só ao circulo do poder aquisitivo dos eventos promovidos pela igreja.

Asaph Borba, um homem com uma dinâmica descomunal na área do da adoração e discipulado, descobriu que o espírito do serviço ao próximo, pode ser praticado com pequeninas coisas. Eu descobri um vídeo de Asaph e sua esposa de um encontro de casais que retrata bem isto, e até de um jeito bem descontraído, ele conta como surgiu a canção (que marcou a minha vida em 17/nov/2001 em Brasília) que recebeu o nome “ Serviço”.

Desfrute deste vídeo e música, gravados no Encontro de Casais Julho 2009, e desperte o “espírito de serviço” que deve ser nato em todos discipulos de Cristo, desde a lavagem dos pés até um pequeno serviço prestado ao próximo.  


19 junho 2017

RESTAURANDO A PORTA VELHA

Porta Velha,


A Porta Velha é a terceira porta que foi restaurada nos muros de Jerusalém. Assim diz em Neemias capítulo 3, nos versos 6 a 11: "E a porta velha repararam-na Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodias; estes a emadeiraram, e levantaram as suas portas com as suas fechaduras e os seus ferrolhos. E ao seu lado repararam Melatias, o gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeom e Mizpá, que pertenciam ao domínio do governador dalém do rio. Ao seu lado reparou Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; e ao seu lado reparou Hananias, filho de um dos boticários; e fortificaram a Jerusalém até ao muro largo. E ao seu lado reparou Refaías, filho de Hur, líder da metade de Jerusalém. E ao seu lado reparou Jedaías, filho de Harumafe, e defronte de sua casa e ao seu lado reparou Hatus, filho de Hasabnéias. A outra porção reparou Malquias, filho de Harim, e Hasube, filho de Paate-Moabe; como também a torre dos fornos. E ao seu lado reparou Salum, filho de Haloés, líder da outra meia parte de Jerusalém, ele e suas filhas".

A restauração da porta velha se refere à restauração do testemunho da Pessoa de Cristo em todo ensino da Palavra de Deus, daquilo que era desde o princípio. Porta velha não porque se tornou velha ou obsoleta, mas porque Deus não quer nenhuma novidade que esteja fora de Cristo; nada que seja moderno, e que exclua o Filho do Deus Vivo. João em sua primeira carta resgata todo o ensino acerca desta porta quando a igreja se encontrava em queda, quando disse: "Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai" I João 2.24.

João também nesta mesma carta fala que alguém se torna maduro espiritualmente, ou um pai, quando conhece aquele que é desde o princípio (I Jo. 2.14). Toda restauração nos faz retornar ao princípio, porque o princípio é a revelação mais pura, quando ainda não foi contaminada. Como já falamos anteriormente, a restauração de Deus é do seu testemunho, e este testemunho é acerca do Seu Filho. Na sua restauração Deus faz retornar tudo ao princípio, tudo para Cristo, para o seu projeto inicial e único, por isto esta porta é chamada de velha.

Como podemos notar pelos nomes que restauraram essa porta, quase todos são homens de renome. Como nos ensina o texto, eles eram ourives, boticários, e líderes da cidade; e também cita Salum ajudado pelas suas filhas. O Espírito Santo nunca deixa que o trabalho no Senhor seja esquecido, por isso lembra aqui o trabalho das filhas de Salum, ainda que não fosse trabalho para mulheres. Salum quer dizer 'retribuição'. Pelo visto esta família prestou este serviço ao Senhor em retribuição à misericórdia manifestada sobre a sua casa. Não por obrigação, mas por amor ao Senhor.

Apesar da obra de restauração estar relacionado com o ministério dos homens, as mulheres tem um papel muito precioso na Igreja. Paulo em todas as cartas sempre deu testemunho das irmãs que serviram a Igreja e que trabalharam no Senhor (Rom. 16.1, 12). O Senhor Jesus também disse de uma mulher em Betânia, que em João capítulo 12, no verso 3, diz que foi Maria, a qual o ungiu com um balsamo de nardo puro de grande valor, que por onde quer que este evangelho fosse pregado em todo o mundo, também seria referido o que ela fez, para memória sua (Mat. 26.13).  

Esta porta nos ensina que a partir da regeneração e do 'ide' de Jesus, de levar o evangelho a toda criatura, a Igreja deve retornar ao princípio do ensino da Palavra. Ela deve retornar para a Palavra de Deus, isto é, para o Cristo da Palavra de Deus. Tudo o que não é Cristo é considerado pelo Espírito como um modismo, uma novidade que não traz Vida. O ensino passa a ser uma novidade, mas esta novidade é tirada do velho tesouro como disse Jesus: "Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas" Mateus 13.52.

O Senhor sempre que exorta o seu povo, faz retorná-los ao princípio. A porta velha resgata aquilo que Deus estabeleceu como princípio e que não pode ser removido: "Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas" Jeremias 6.16. Cristo é o caminho, como também o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega de tudo: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro" Apocalipse 22.13.

Depois que a igreja caiu num tempo escuro, o Senhor, cerca de 1450 anos depois de Cristo, através de Martinho Lutero, fez o povo retornar para a Sua Palavra, revelando pelo seu Espírito a justificação pela fé. Cerca de 300 anos depois, por causa de um clamor do seu povo, Deus trouxe a sua Igreja de volta para a Sua Palavra revelando a sua santificação pela fé. Cerca de 100 anos depois o Senhor pelo seu Espírito trouxe a Igreja a revelação da Sua Palavra quanto à glorificação pela fé.

Tudo sempre esteve na Sua Palavra, mas por séculos ficou como que encoberto, até que o Senhor trouxe luz e fez com que o seu povo retornasse ao princípio da revelação. Que a justificação, santificação e glorificação estão tudo em Cristo. Agora não podemos remover os marcos antigos que foram estabelecidos por nossos pais, mas retornar a eles. O Espírito não pode seguir adiante com edificação da Igreja se ela perder esses marcos antigos (Prov. 22.28). Eles já foram estabelecidos, e para que possamos prosseguir em graça e em estatura temos que fazer com que estes marcos antigos estejam estabelecidos na vida de cada cristão.

Não pode haver crescimento espiritual sem primeiro haver justificação. Depois da justificação pela fé é necessária a santificação. Neste tempo ouvimos muito sobre edificação da Igreja, mas se esta edificação não estiver fundamentada na obra da Cruz, quando vier a tempestade irá ruir. É uma edificação sem fundamento. Jesus sempre desejou a sua amada esposa, a Igreja, mas primeiro Ele teve que se entregar por ela. Qualquer um que queira participar da Igreja do Senhor primeiro precisa ser justificado, e depois santificado e glorificado. Sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14).

Mas esta porta também tem tranca e ferrolhos, e a tranca e os ferrolhos como a porta do peixe e as outras portas, não pode ser aberta pelo lado de fora, somente pelo lado de dentro. Por isso ela também nos ensina que o que é do velho homem, e que está fora, no mundo, não pode entrar para dentro dos muros, somente o que é do velho pode ser retirado para fora. E há muito do velho para ser despojado da Igreja: "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano" Efésios 4.24.

Esta porta nos ensina também que o despojamento não é individual. Eu como um cristão individual não posso me despojar das coisas do velho homem em mim mesmo. Tanto o velho como o novo homem são coletivos. Este texto acima está em Efésios e este livro nos fala da Igreja. Por isso cada cristão necessita da comunhão dos santos, e juntos haver um despojamento. Não adianta um se despojar e o outro não. As coisas do velho estão para dentro dos muros e devem ser tirados para fora.

Tanto não é individual que a restauração é feita por várias pessoas mesmo que seja em apenas uma porta. E cada um restaurava ao lado do outro. Isto nos ensina que esta obra da restauração não é feita por um só, mas por vários irmãos, um ao lado do outro. No mesmo propósito, na mesma obra, e cada um com a sua medida de fé, cada um com a sua medida do dom de Cristo. Um ao lado do outro. Cada um em sua medida, mas com um único propósito.

A porta velha também nos ensina que as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. O que está dentro dos muros e das portas é do Novo Homem, e tudo o que é do velho homem deve ser despojado. Não é despojar o velho homem, porque dentro não há nada velho, tudo se fez novo. O que tem que ser despojado são as coisas do velho homem, as sua manias, as suas paixões, as suas concupiscências: "Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos" Colossenses 3.8-11.

Este despojamento é o processo de santificação pela fé. Como Paulo nos ensina em Efésios capítulo 5, nos versos 25 a 27, Jesus se entregou pela Igreja, a fim de purificá-la e santificá-la, e apresentá-la a si mesmo uma Igreja gloriosa. E como está escrito no texto de Colossenses 3.11, acima, a obra de glorificação é que Cristo seja tudo em todos. Para isto somos transformados de glória em glória na sua imagem, pelo Espírito do Senhor (II Cor. 3.18).

O velho homem tem a figura da estátua de Nabucodonozor que começou com ouro e terminou com ferro misturado com barro. Naquela estátua vemos a decadência do homem. Tudo o que é do velho homem terminou na cruz do calvário em Cristo. Ali, Ele como o segundo homem se tornou o último Adão. Quando Jesus foi colocado na cruz, ele crucificou o nosso velho homem, para que o corpo do pecado fosse destruído, e não servíssemos mais ao pecado como escravos (Rm. 6.6). Jesus por sua obra na cruz é a pedra que foi tirada sem o auxílio de mãos, o qual feriu os pés da estátua e os esmiuçou (Dn. 2.34-35).

A pedra esmiuçou toda a estátua e ela foi espalhada pelo vento, e não se achou mais lugar para ela. Mas a pedra se tornou um monte e encheu toda a terra. Aleluia! O homem que começou sendo formado pelo barro, se exaltou e se tornou a cabeça de ouro, mas depois viu a sua glória ir se desvanecendo para prata, bronze, ferro e o barro. Ele retornou ao barro, ao pó, ao seu lugar de origem. Mas Jesus foi exaltado a Príncipe e Salvador, Senhor e Cristo. Exaltado à destra de Deus, e recebeu um Nome que está acima de todo o nome, para que ao Nome de Jesus de dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus é o Senhor, para a glória de Deus Pai (Fil. 2.9-11).

O velho homem foi destruído e espalhado aos quatro ventos. Não há mais lugar para ele dentro dos muros de Jerusalém, para dentro do Corpo de Cristo. Esta porta fala do velho que deve ser restaurado e preservado, mas também do velho que foi destruído e que deve ser despojado. O velho que deve ser restaurado é tudo o que é do novo desde o princípio, e o velho que deve ser retirado é tudo o que diz respeito à velha vida, ao velho Adão. 

Que o Senhor abra os olhos do nosso entendimento para compreendermos mais claramente o caminho que devemos seguir, porque a restauração não se faz com doutrina, mas com prática. Eles não falaram de um projeto de restauração, mas puseram a mão à obra. Não é saber da restauração e ficar sentado como os nobres que não se dispuseram à obra. Restauração é realidade, é vida do Senhor Jesus. Isto só é possível com uma mudança de mente, uma renovação do nosso entendimento (Rm. 12.2, Ef. 4.23). Despojar do velho e revestir do novo.



Créditos de Co-edição:  
Daniele Marques  e Edward Burke Junior

13 junho 2017

ENFRENTANDO AS TRIBULAÇÕES DA VIDA








“...eu vos tenho dito essas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo. Jo 16.33
Almeida Séc.21

Jesus havia discorrido com os seus discípulos sobre algumas regras básicas de conduta cristã, alertando os até acerca de como evitar o tropeço nessa jornada da vida. E se ele começa com boas orientações no capítulo 16, ao encerrar ele deixa uma palavra de impulso e animo àqueles seus ouvintes. Ao dizer que eles não desanimassem, quis mesmo impeli-los a condição de serem efetivamente “corajosos”. Usou a expressão “ não desanimeis”, mas quis passar a eles uma palavra forte: “ tende coragem”.

Coragem porque a vida em todos os aspectros nos impõe situações  tão adversas e ainda mais de forma
tamanha que por vezes temos a sensação de estarmos sofrendo um esmagamento pelo peso das vicissitudes e tribulações cotidianas.

Isso pode acontecer na atual conjuntura que vivemos, mas a Bíblia mostra que também já ocorreu essa experiência com outros servos de Deus, como é o caso tão bem narrado em I Samuel 30, quando Davi experimenta a sensação de estar sendo esmagado juntamente com os seus comandados ao depararem com a tragédia de Ziclague, queimando tudo e levando consigo todos jovens e velhos, filhos, filhas e suas mulheres. O peso do que Davi e dos que o seguiam era tamanho que não restou outra coisa a fazer a não ser o descrito no versículo 4: “ Então Davi e a tropa que o seguia choraram bem alto, até ficarem sem forças para chorar “.

Fica claro que diante da amarga experiência, ainda que Davi fosse buscar conselho com o Senhor sobre como proceder e lograr êxito em seu intento, o momento à primeira vista era de pânico total. O pânico torna se um entrave na solução de problemas, afinal a vida continua. Quem entra em pânico age por impulsos, não se atem a atitudes coerentes e lógicas. O sábio autor de Provérbios 19 fala com propriedade sobre isso: “ Não é bom agir sem pensar; quem tem pressa erra o caminho” ( ou escolhe mal o caminho ), vs.2.

Isso é um alerta claro para em caso de pânico, essa não é a melhor hora de tomar de tomar decisões. Um barco debaixo de um vendaval encapelado não deve ser abandonado. E com isso, como toda e qualquer solução da nossa parte é inviável, o melhor a fazer e aguardar o retorno da calmaria e sabiamente acatar o que não puder ser mudado.

Não se trata de colocar uma pedra em cima do problema, mas antes, usando de muita sabedoria, por temporariamente de lado o problema surgido. Uma situação bem típica que ilustra o que intentamos dizer é o episódio de Davi diante da doença que se abateu sobre a criança que a mulher de Urias teve, e ele conforme II Sm 12:19 e versos seguintes. Diante das possibilidades de mudança de quadro Davi orou, jejuou e muito chorou, mas tendo ciência de depois de sete dias a criança havida morrido, ele levanta se do chão e rigoroso jejum que fizer, banha-se, ungiu se com óleo aromático e trocou de roupa, entrou no santuário para adorar, voltou ao palácio e pediu comida para se alimento e comeu. Porque fez Davi isso? Ele mesmo afirma nos versos 22 e 23, eu bem fazia em jejuar enquanto a criança vivia, mas agora que a criança morreu, o que poderá fazer o meu jejum, não pode trazer de volta a criança. O que não dá para mudar mais deve ser deixado de lado.
 
Em momentos como esse, diante de uma tribulação tão expressiva é preciso tomar cuidado para não permitir o desânimo que à porta bate persistentemente atravessar os seus limites. A porta é o seu limite, ele pode insistir em bater e desejar entrar para trazer mais complicações, mas agora é a hora da sabedoria. Provérbios 24.10 diz claramente “ se te desanimares em tempo de dificuldades, será fraco”. 
 
O desânimo é a arma que o Diabo mais tem habilidade de usar. Se ele conseguir te atingir, é muito difícil se levantar. Conta se que o Diabo abriu falência e fez uma liquidação de tudo o que havida no inferno. Uma promoção arrasadora, tudo com grandes descontos e por isso vendeu muitas armas, drogas, bebidas fortes e outros artifícios que lhe são peculiares. Mas algo inquietava os compradores, havia uma sessão com uma peça com os dizeres: não está a venda. Desejosos de saber o que seria aquilo, o Diabo logo informou, essa é a minha arma predileta e só eu sei maneja-la bem: é o desânimo.
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Em regra geral ao depararmos com uma tribulação, a tendência é cair em indagações do tipo, porque comigo, porque eu, porque foi acontecer isso justamente para mim. Aí entra um sentimento de pena de si mesmo. Nessa hora, por pior que seja a aflição é preciso vigiar o auto controle e a língua para pecarmos. Um exemplo bem claro é o de Jó que experimento todo o infortúnio que lhe sobreveio, mas mesmo assim não pecou.

Debaixo da enfermidade que se lhe abateu provocado pelo ataque demoníaco, Jó sentou se sobre cinzas, pegou um caco para rapar suas feridas malignas, mas ao ouvir sua mulher recomendar que amaldiçoasse a Deus e morresse, sua resposta foi firme e distanciada do pecado. “ Tu falas como uma louca. Por acaso receberemos de Deus apenas o bem e não também a desgraça? Jó 2.10 – e em tudo isso Jó não pecou com os seus lábios. Perdeu tudo, mas não pecou.

Há um perigo na tendência humana quando alguém se depara com tribulações ou aflições é de que não suportando a pressão das mesmas sempre se busca um culpado. Primeiramente culpa se os outros e depois culpa se a Deus por todos os percalços experimentados.

Cuidado para não culpar os outros, culpar Deus. Se você sentir pena de si mesmo, vai afundar mais. Em Jesus há esperança.

09 junho 2017

SER PASTOR...






“E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com ciência e com inteligência” (Jeremias 3.15)

Ser pastor é amar, ainda que o seu amor não seja correspondido.

Ser pastor é visualizar o que ninguém consegue ver e acreditar que sonhos podem se tornar realidade.

Ser pastor é abraçar o menino, já pensando no obreiro de amanhã!

Ser pastor é conversar com os anciãos da igreja, mesmo que a história deles já tenha sido contada várias e várias vezes, e ter no olhar o respeito por aqueles que já trilharam há muitos anos o seu caminho.

Ser pastor é apresentar sua ovelhinha ao senhor, tenra e pequena, sob o olhar emocionado dos pais.

Ser pastor é se despedir de um irmão querido, ovelha que cuidou com tanto zelo, mas que foi chamado novamente pelo senhor, chorar por ele e dizer: até breve amigo…

Ser pastor é estar no casamento, falando à noiva de branco, trêmula e emocionada, e ao noivo ansioso que segura a mão da amada, que a vida é bela, mas trará desenganos.

Ser pastor é sorrir quando o coração está chorando, é abençoar quando na sua própria vida só existem provas, é tentar secar as lágrimas da mãe desesperada que sofre com os filhos, ou aconselhar a esposa desiludida com o marido.

Ser pastor é ser cumprimentado na rua e ao mesmo tempo ver alguém disfarçando para não cruzar o olhar com o seu.

Ser pastor não é o título, é o homem que se torna, a palavra que se vive todos os dias, as dificuldades que são superadas e os testemunhos que vão se formando.

Ser pastor é ser simples, tendo os olhos sempre fitos no campo: afinal, as ovelhas estão sempre em movimento.

QUALIDADES DO PASTOR:

Gestor cuida de coisas, pastor cuida de ovelhas.

Gestor visita obras, pastor visita ovelhas.

Gestor administra os negócios, pastor alimenta as ovelhas.

Gestor comanda de sua mesa, pastor se envolve com as ovelhas.

Gestor cheira a gabinete, pastor cheira a ovelha;

Gestor manda nos comandados, pastor serve as ovelhas.

Gestor possui seguranças, pastor protege as ovelhas.

Gestor consulta o número do cadastro, pastor conhece as ovelhas pelo nome.

Gestor espera o resultado, pastor vai em busca da ovelha e a carrega nos ombros

Gestor pune, pastor corrige as ovelhas.

Gestor demite, pastor restaura as ovelhas.

Gestor da treinamento para os liderados, pastor guia as ovelhas.

Gestor tem metas, pastor tem propósitos.

Gestor busca o topo, pastor caminha nos vales.

Gestor usa apenas a técnica acadêmica, pastor usa a experiência dos desertos e dos vales.

Gestor é formado, pastor é chamado.

Gestor assina papéis, pastor cumpre o seu papel.

Gestor gasta tempo e recursos com a manutenção do posto, pastor investe na oração.

Gestor constrói prédios, pastor edifica vidas.

Gestor paga contas, pastor paga o preço.

Gestor é temido, pastor é amado.

Gestor possui igreja, pastor é dado a igreja.

Gestor é chefe, pastor é amigo.

Gestor é bajulado, pastor é honrado.

Gestor passa, pastor fica na memória.

Gestor vive regaladamente, pastor dá a vida pelas ovelhas.



05 junho 2017

FELIZ DIA DO PASTOR, PASTOR!





Tomo a liberdade de começar essa semana apontando para o próximo domingo, aliás, 2o. Domingo do mês de Junho, Dia do Pastor. A igreja contextualizada está tão sufocada com comemorações modernas que tem esquecido de render homenagem àquele que o Senhor levantou como o Anjo da Igreja.

Em qualquer agenda que tenha um bom calendário cívico figura o 2o. domingo de junho como o Dia do Pastor. É sempre bom que as ovelhas lembrem dos seus pastores, aliás, a própria escritura assim declara em Hebreus 13.7 "Lembrai-vos dos vossos pastores, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé.". 

E cada ovelha deve assim proceder segundo o que bem lhe parecer ao seu coração, no entanto, que cada um atente para o fato de que apesar da liderança que o pastor exerce sobre o rebanho, ele é uma pessoa como qualquer outra. 

Tem sentimento e emoções e é carente também de amor e atenção. Há ovelhas que imaginam que o pastor é um ser completo de todas as realizações possíveis, e esquecem que como humano ele também tem seus momentos de solidão e angústia. 

Qualquer pessoa  da igreja pode perceber que problemas surgidos no ministério acabam por refletir de forma penosa na vida desse homem de Deus. Um pastor necessita para enfrentar os desafios do ministério, uma forte estrutura física, psicológica e espiritual.

No dia do pastor a tendência de algumas ovelhas é presentear com roupas, um almoço especial, ofertas e outras dedicatórias à altura da efeméride, mas muito mais do que isto, a igreja precisa como que num todo cobrir o pastor em oração, intercessão e em particular com muito amor. 

É incontável o número de maneiras que um pastor pode ser homenageado, mas particularmente creio que a forma mais linda de homenagem é a  frequência à igreja, e em particular neste momento, no dia do Pastor, para levar no culto, um abraço de apoio e solidariedade.

No mesmo capitulo 13 de Hebreu nos versículo 17 assim está escrito:"Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." Isto fala de uma das melhores maneiras que se pode render honra a quem nos pastoreia, demonstração de submissão. 

Quando o pastor é visto como um pai espiritual, porque foi ele que empenhou-se para que a Palavra nos alcançasse, este é um ato de reconhecimento que glorifica a Deus. E como filhos, em obediência a um guia que tanto se empenhou por nós, devemos cerrar fileiras como parceiros no trabalho ministerial da Igreja.

É inquestionável que ser pastor é um privilégio descomunal, mas também pesa a cada ministro uma grande responsabilidade diante de Deus, " o velar das almas sob seus cuidados, sabendo que haverá uma prestação de contas" perante o Tribunal de Cristo.

No próximo domingo, Dia do Pastor, não importa a forma com que possamos proceder, lembre-nos em saudar e homenagear a quem com tanto empenho cuida das nossas vidas, orando, intercedendo, aconselhando e em especial trazendo a mensagem de Deus aos nossos corações à cada culto e mensagem pregada.

Parabéns Pastor, feliz seu dia.

UMA FESTA PELA CHEGADA DA BÍBLIA