13 junho 2017

ENFRENTANDO AS TRIBULAÇÕES DA VIDA








“...eu vos tenho dito essas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo. Jo 16.33
Almeida Séc.21

Jesus havia discorrido com os seus discípulos sobre algumas regras básicas de conduta cristã, alertando os até acerca de como evitar o tropeço nessa jornada da vida. E se ele começa com boas orientações no capítulo 16, ao encerrar ele deixa uma palavra de impulso e animo àqueles seus ouvintes. Ao dizer que eles não desanimassem, quis mesmo impeli-los a condição de serem efetivamente “corajosos”. Usou a expressão “ não desanimeis”, mas quis passar a eles uma palavra forte: “ tende coragem”.

Coragem porque a vida em todos os aspectros nos impõe situações  tão adversas e ainda mais de forma
tamanha que por vezes temos a sensação de estarmos sofrendo um esmagamento pelo peso das vicissitudes e tribulações cotidianas.

Isso pode acontecer na atual conjuntura que vivemos, mas a Bíblia mostra que também já ocorreu essa experiência com outros servos de Deus, como é o caso tão bem narrado em I Samuel 30, quando Davi experimenta a sensação de estar sendo esmagado juntamente com os seus comandados ao depararem com a tragédia de Ziclague, queimando tudo e levando consigo todos jovens e velhos, filhos, filhas e suas mulheres. O peso do que Davi e dos que o seguiam era tamanho que não restou outra coisa a fazer a não ser o descrito no versículo 4: “ Então Davi e a tropa que o seguia choraram bem alto, até ficarem sem forças para chorar “.

Fica claro que diante da amarga experiência, ainda que Davi fosse buscar conselho com o Senhor sobre como proceder e lograr êxito em seu intento, o momento à primeira vista era de pânico total. O pânico torna se um entrave na solução de problemas, afinal a vida continua. Quem entra em pânico age por impulsos, não se atem a atitudes coerentes e lógicas. O sábio autor de Provérbios 19 fala com propriedade sobre isso: “ Não é bom agir sem pensar; quem tem pressa erra o caminho” ( ou escolhe mal o caminho ), vs.2.

Isso é um alerta claro para em caso de pânico, essa não é a melhor hora de tomar de tomar decisões. Um barco debaixo de um vendaval encapelado não deve ser abandonado. E com isso, como toda e qualquer solução da nossa parte é inviável, o melhor a fazer e aguardar o retorno da calmaria e sabiamente acatar o que não puder ser mudado.

Não se trata de colocar uma pedra em cima do problema, mas antes, usando de muita sabedoria, por temporariamente de lado o problema surgido. Uma situação bem típica que ilustra o que intentamos dizer é o episódio de Davi diante da doença que se abateu sobre a criança que a mulher de Urias teve, e ele conforme II Sm 12:19 e versos seguintes. Diante das possibilidades de mudança de quadro Davi orou, jejuou e muito chorou, mas tendo ciência de depois de sete dias a criança havida morrido, ele levanta se do chão e rigoroso jejum que fizer, banha-se, ungiu se com óleo aromático e trocou de roupa, entrou no santuário para adorar, voltou ao palácio e pediu comida para se alimento e comeu. Porque fez Davi isso? Ele mesmo afirma nos versos 22 e 23, eu bem fazia em jejuar enquanto a criança vivia, mas agora que a criança morreu, o que poderá fazer o meu jejum, não pode trazer de volta a criança. O que não dá para mudar mais deve ser deixado de lado.
 
Em momentos como esse, diante de uma tribulação tão expressiva é preciso tomar cuidado para não permitir o desânimo que à porta bate persistentemente atravessar os seus limites. A porta é o seu limite, ele pode insistir em bater e desejar entrar para trazer mais complicações, mas agora é a hora da sabedoria. Provérbios 24.10 diz claramente “ se te desanimares em tempo de dificuldades, será fraco”. 
 
O desânimo é a arma que o Diabo mais tem habilidade de usar. Se ele conseguir te atingir, é muito difícil se levantar. Conta se que o Diabo abriu falência e fez uma liquidação de tudo o que havida no inferno. Uma promoção arrasadora, tudo com grandes descontos e por isso vendeu muitas armas, drogas, bebidas fortes e outros artifícios que lhe são peculiares. Mas algo inquietava os compradores, havia uma sessão com uma peça com os dizeres: não está a venda. Desejosos de saber o que seria aquilo, o Diabo logo informou, essa é a minha arma predileta e só eu sei maneja-la bem: é o desânimo.
,
Em regra geral ao depararmos com uma tribulação, a tendência é cair em indagações do tipo, porque comigo, porque eu, porque foi acontecer isso justamente para mim. Aí entra um sentimento de pena de si mesmo. Nessa hora, por pior que seja a aflição é preciso vigiar o auto controle e a língua para pecarmos. Um exemplo bem claro é o de Jó que experimento todo o infortúnio que lhe sobreveio, mas mesmo assim não pecou.

Debaixo da enfermidade que se lhe abateu provocado pelo ataque demoníaco, Jó sentou se sobre cinzas, pegou um caco para rapar suas feridas malignas, mas ao ouvir sua mulher recomendar que amaldiçoasse a Deus e morresse, sua resposta foi firme e distanciada do pecado. “ Tu falas como uma louca. Por acaso receberemos de Deus apenas o bem e não também a desgraça? Jó 2.10 – e em tudo isso Jó não pecou com os seus lábios. Perdeu tudo, mas não pecou.

Há um perigo na tendência humana quando alguém se depara com tribulações ou aflições é de que não suportando a pressão das mesmas sempre se busca um culpado. Primeiramente culpa se os outros e depois culpa se a Deus por todos os percalços experimentados.

Cuidado para não culpar os outros, culpar Deus. Se você sentir pena de si mesmo, vai afundar mais. Em Jesus há esperança.

Nenhum comentário:

RESTAURANDO A PORTA VELHA